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3 atitudes LGBTfóbicas que você nem nota que está reproduzindo

Uma das guias do preconceitos são os papeis bem estipulados e delimitados. Mulheres fazem isso, homens fazem aquilo. Não há nada entre esses dois extremos. Não há regiões cinzas. Não há possibilidades de ser diferente. E a gente sabe que o que mais existe aí são regiões cinzas, papeis em transformação e possibilidades de ser quem você é ou deseja ser.

A LGBTfobia está tão ligada ao machismo porque não aceita que essas pessoas, ou nós, possamos questionar regras impostas há tanto tempo. Algumas atitudes estão tão enraizadas em nós que soam como se fossem orgânicas, enquanto apenas são reproduções de tudo aquilo que queremos e precisamos afastar do nosso comportamento.

1 - “Mas precisa dar tanta pinta?”

Observe as pessoas hétero. Não existe ali um teatrinho? Uma performance que deixa claro ao mundo quem é aquela pessoa? Muitos homens hétero gostam de futebol, cerveja, coçam o saco, arrotam em público e falam do próprio cocô como se fosse um filho. Isso é performance. Muitas mulheres hétero vivem falando do peso, do cabelo, das unhas e make. Isso é performance. Será que incomoda a performance das pessoas LGBT ou as pessoas LGBT?

2 – Você já trabalhou com lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou travestis?

E não vale dizer que contratou essas pessoas pra um freela de um dia, uma gravação ou espetáculo. A pergunta é sobre dividir a rotina, possibilitar crescimento dentro da empresa, trocar figurinhas sobre os processos do trabalho... Pois é, poucas são as pessoas que já tiveram essa experiência. E a culpa não é de falta de capacidade ou de formação, o problema é que assim que descobrem que aquela pessoa não é “padrão” as coisas ficam muito mais difíceis. Se você quer trabalhar com alguém competente dê uma chance a quem está acostumado a provar competência três vezes mais do que as outras pessoas.

3 - “Ah, mas eu não me relacionaria com uma mulher com pênis”

Vamos pensar juntas em uma coisa: quando você conhece alguém olha para entre as pernas dessa pessoa ou tenta conhecer o que está dentro dela? Amor não é sobre compartilhar gostos, sobre cumplicidade, cuidado e carinho? Será que essa coisa de “genital certo” não é somente mais uma imposição que jogaram em você sem que você percebesse? Amar é muito mais do que escolher órgãos sexuais.


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Carol Patrocinio é jornalista e divide seu tempo entre escrever para diversas publicações sobre assuntos relacionados ao mundo feminino e ao feminismo, como o Ondda, seu canal no Medium, vídeos no Youtube e consultorias para negócios que querem falar com as mulheres.

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