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Por um 2018 com menos metas e mais florescimento humano

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O ano chega ao fim e mal temos tempo de olhar pra trás, celebrar as coisas boas, as conquistas, e já vem planejamento das férias, pagamento de contas, organizações mil.

Parece que nem encerramos os afazeres e já queremos encher a agenda do próximo ano, estabelecer metas e fazer planos. A gente não consegue parar de verdade.

Não há problema em  sonhar, desejar coisas, ter objetivos que queremos alcançar. O perigo é a linha tênue entre a inspiração e impulsionamento que essas coisas todas podem trazer versus a pressão e sobrecarga de ter que chegar em lugares que nós mesmos inventamos pra nós.

E geralmente, é isso que acontece.

Elaboramos listas e mais listas do que queremos fazer no próximo ano, e, ao mesmo tempo que bate aquela alegria quando conseguimos, bate, na mesma medida, frustração e julgamento quando não conseguimos riscar um ou outro item do check-list.

A verdade é que precisamos de um outro espaço para desenhar e desenvolver aquilo que queremos fazer, tudo o que é importante pra nós. Um espaço mais maduro, menos ansioso, que não busca resolver as coisas a todo custo, pra ontem. Mais contemplativo, calmo, sem pressa. Um lugar que faz florescer o que já temos conosco ao invés de querer sempre mais e mais.

Precisamos entender que a gente só cuida das coisas importantes com uma visão mais profunda: não adianta querer cuidar da saúde fazendo um plano, ou um check-up, por exemplo. Essas são ações que fazem parte de algo bem maior: auto-cuidado, cuidado com você e com seu corpo, conexão consigo mesma.

A mesma coisa se olhamos para dinheiro, por exemplo. De nada adianta decidir guardar, querer ficar rica de uma hora pra outra, se estamos lutando com o salário ou com questões pessoais de como administrar a grana que entra. Mais vale um olhar pro que está abaixo da superfície: travas, dificuldades, caminhos possíveis para nós, na nossa vida e no nosso contexto de trabalho e necessidades pessoais.

Metas não funcionam para tomarmos conta de questões de vida toda. A transformação real opera em outro tempo, diferente do tic-tac frenético do relógio.

Nesse fim de ano, aqui na Comum, propomos esse olhar de relance pra questões que nos tocam, a partir desse local mais contemplativo.

O conteúdo de dezembro é sobre como podemos fazer planos a partir de um espaço de florescimento humano. São 4 conteúdos (textos e práticas) sobre coisas que nos atormentam todo fim de ciclo: dinheiro, saúde, trabalho e relações. 

Em janeiro, o assunto é "menos metas, mais práticas": são 5 textos e podcasts de entrevistas com mulheres incríveis, que escolhemos a dedo, indicando práticas simples e preciosas para incorporarmos no nosso ano novo – corpo, mente, ansiedade, auto-apreciação e comunicação não-violenta.

Práticas que valem por mil textos ou vídeos e que vão, na vida real, nos ajudar a nos cuidar melhor.

Vamos juntas?


Anna Haddad é co-fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

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