`
Sentry Page Protection

#1 Deixando pra trás o que passou

Nesse fim de ano, pensamos um monte pra entender que trilha faria sentido.

Quando chegamos na ideia de uma trilha de virada de ano, a Gi (Giovana Camargo) me disse:

Mal acaba o ano e a gente já faz listas e mais listas de afazeres e intenções pro próximo ano. Eu só queria fazer um texto pras minas dizendo que não precisa fazer nada. Que tá tudo bem do jeito que tá.

Bingo.

Entendemos que tinha que ser uma trilha leve, de acolhimento e soltura, ao invés de listas e listas de obrigações e coisas novas pro próximo ano. Porque é isso que nós, mulheres, costumamos fazer: passar o traço, fazer as contas e entender o que é que precisa melhorar. Mal raia o dia e lá estamos nós, prontas pra começar tudo outra vez.

A proposta dessa trilha é diferente. Ela vai ser mais curta que as últimas (de autocompaixão e sexualidade) e vai usar o fim de ano como desculpa pra juntar conteúdo sobre aprendizado, soltura, acolhimento e abertura. 

Tudo o que a gente precisa exercitar pra vida toda.

Dividimos ela assim, pensando em textos, práticas e vídeos, numa metodologia fluída e leve:

1.

Reconhecendo o caminho andado: o que fizemos, conquistamos, repensamos, vivenciamos, a barra que seguramos nesse ano todo.

2.

Reconhecendo a nós mesmas: encontrando nossas forças, reconhecendo qualidades internas e potencialidades.

3.

Renergizando: práticas de respiração, soltura, relaxamento e meditação, pra gente fazer juntas.

4.

Recomeçando: um olhar carinhoso pra 2017, nossas vontades e desejos e nossas relações com as pessoas e as coisas que importam.

Não necessariamente nessa ordem. Preparadas? 

É dada a largada. Vamos juntas.

1. Olhar pra trás com soltura

Uma coisa importante demais, e que a gente faz bem pouco, é olhar pro que foi, pro que passou, com generosidade e acolhimento.

Nosso modo usual é outro. É o de relembrar pra analisar, fazer balanço, apurar a autocrítica, entender erros e pontuar acertos. Marcar de caneta colorida os "nunca mais", os "deveres" e listar as resoluções.

Uma outra possibilidade é olhar com soltura e leveza, sem segurar forte, sem chorar as pitangas ou se vangloriar pelos feitos. Sem juízo de valor, como se fosse tudo só aprendizado.

Honrando o que foi, acenando um tchau agradecido e deixando passar.

2. Prática do rio que corre

A prática sugerida aqui tem a ver com fluidez, com decantar e deixar ir, como cascalho e areia no fundo de um rio transparente e em constante movimento.

"Para observar o movimento da sua mente e do seu coração, do seu ser inteiro, você necessita de uma mente livre, e não de uma mente que concorda e discorda, que toma partido numa discussão, disputando por causa de meras palavras, mas que acompanha a discussão com intenção de compreender. Isso é dificílimo, porque não sabemos olhar nem escutar nosso próprio ser, assim como não sabemos olhar a beleza de um rio, ou ouvir o murmúrio da brisa entre as árvores."
- Krishnamurti, Liberte-se do passado -

A instrução é você tirar uns minutos numa noite gostosa ainda esse ano, de preferência antes do Natal, pra olhar, daqui de dezembro, pro ano que passou.

1. Senta, faz um pouco de silêncio, respira fundo 3 vezes e solta até não sobrar mais nada no peito. Depois, retoma seu ritmo normal de respiração. Deixa ir e vir naturalmente, sem controlar nada.

2. Se você medita, medite por cinco a dez minutos, focando na respiração e nas sensações do corpo, pra relaxar e soltar a tensão.

3. Quando voltar, faz uma retrospectiva mental do que foi seu ano, olhando pros pontos mais importantes. Depois, escreve em um papel 5 aprendizados que ficaram e termina com uma frase que resuma como você tá saindo de 2016. O desafio é bolar uma frase leve e lúdica, que termine com "obrigada, 2016". Arram, isso mesmo. Um obrigada de coração.

A minha ficou assim:

Um dos anos mais fodas, emocionalmente falando. Um caminhão passou por cima da minha cabeça, depois deu ré. Sofri pra burro, chorei pra burro, amei e desamei litros - mas fiquei viva. Cresci mundos, estilo JK: 10 anos em 1. Obrigada pelos tabefes na cara, 2016.

Reconhecimento do que foi, leveza e desapego.

Vamos começar assim? Trocando sempre, claro, no tópico dessa trilha da virada no fórum, esse daqui. Vem.

Seguimos juntas.


Anna Haddad é fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

Área de login
Bem-vinda, (First Name)!

Esqueceu a senha? Mostrar
Entrar
Acessar área logada
Meu perfil Não é usuária? Cadastre-se Sair