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#8 Prática: a árvore dos desejos

Falei várias vezes sobre a prática de não fazer uma lista de resoluções pra 2017. Sobre colocar a mente em outro espaço, de soltar o que foi, tirar o peso do passado, olhar pra todos os aprendizados e celebrar, como forma de encerrar ciclo e abrir espaço pro novo.

Então, com a mente nesse lugar, se soltura, ludicidade e abertura - aí sim - é hora de intencionarmos coisas pro ano que vem.

A árvore dos desejos é uma forma divertida, leve e gostosa de fazer isso. Ela pode ser usada em viradas de anos, aniversário, novas relações ou trabalhos. É uma jeito de fugir das listas e relembrar das coisas que são verdadeiramente importantes pra gente.

Por que uma árvore?

A árvore tem diversos significados e simbolismos. Nessa prática, usamos a árvore como signo por sua complexidade, seu tempo e principalmente por cada parte dela ter razão e fundamento de existir: nada é menos importante. Folhas crescem em direção ao céu na mesma medida em que as raízes crescem em direção ao fundo da terra. Lados visíveis e invisíveis, frágeis e resistentes.

Há muitos paralelos interessantes pra fazermos sobre nós, quem fomos, somos e onde queremos chegar.

Então, vamos lá.

Começando:

Busque um lugar de conforto em que você consiga se acomodar e também escrever, pintar, e se expressar. Tente fazer uns minutos de silêncio. De olhos fechados, busque se conectar com seu corpo, respiração e momento presente. Se preferir, coloque uma música gostosa pra tocar, que seja tranquila o suficiente pra não te distrair.

Separe uma folha grande (tipo uma A3), canetinhas, lápis de cor, tintas e o que mais sentir vontade pra desenhar e colorir.

No papel, você vai desenhar uma árvore mais ou menos como a da foto acima (ilustra da querida Andréa Tolaini).

As partes da árvore têm os seguintes significados:

As raízes

São valores e qualidades que praticamos nesse ano e gostaríamos de reafirmar no próximo. Importante que aqui você se conecte as coisas vivenciadas nesse ano de forma contemplativa. Coisas que te trazem orgulho.

O caule

São habilidades e virtudes que gostaríamos de exercer mais. O caule é um meio para atingir algo, coisas práticas e visíveis que acreditamos que pode ser um caminho pra concretização de desejos e sonhos. O ideal é que sejam coisas mais práticas, palpáveis.

As folhas

São nossos sonhos mais latentes, os que estão mais vivos.

Aqui é o momento de se permitir sonhar, aspirar coisas boas pra um futuro próximo. Podem ser coisas pequenas ou grandes, o importante é levar em consideração o que está vivo em você. Dê nome, escreva, sem medo. O céu o limite.

Tenha em mente:

É apenas um papel, erre, reescreva, refaça quando e como quiser. A árvore pode ser apenas algo bonito e divertido ou pode ser um lembrete diário pra sua rotina (sugiro manter visível, colar na parede ou em algum lugar do quarto que só você veja).

Pronto. 

A intenção dessa prática é materializar, de forma leve, simples e artística, tudo aquilo que despertamos até aqui nessa trilha.

Se puder, tire foto da sua árvore e troque com a gente lá no fórum.

Seguimos.


Anna Haddad é fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

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