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Amar vai muito além de ser feliz o tempo todo

Amar não tem nada de pernas bambas. Amar é pisar em terra firme. Concreto, asfalto. Piso do chão de casa, em que você anda de meia e come sem medo aquele pedaço de chocolate que caiu e ficou ali por mais de 5 segundos.

Encontrar o grande amor não é como o dia da formatura. É como o primeiro dia de aula. Você não tem total certeza do que vai acontecer, de que caminho é aquele e de como você vai encarar os anos que estão por vir.

Amar o amor da sua vida é tudo isso e tem um quê de calma. Um quê de olhar ao redor e não se assustar mais como antes. É se sentir protegido, sentir que ser você mesmo é a melhor coisa que você poderia fazer. E querer ser um você melhor.

Somos todos crianças pequenas com sono. Queremos atenção, carinho, aconchego. E também querermos nos sentir lindos, interessantes, desejáveis, insubstituíveis. Queremos nos sentir completos e ter o ímpeto de andar de olhos vendados seguindo as instruções do outro.

E o amor é tudo isso. E mais. E algumas vezes menos. Mas sempre carrega consigo aquela sensação de plenitude, de completude, de preenchimento. É como se nada mais pudesse ser feito, como se nada mais pudesse ser falado. Como se todos os sentimentos e palavras e declarações coubessem em apenas um olhar.

Olhar o outro, reconhecê-lo como outro e dia após dia ainda querer que aquele ser esteja tão próximo de você quanto você mesmo. Isso é amar.

Querer essa pessoa, do jeito que ela é, com defeitos e qualidades, com limites, respeitando quem ela é. Isso é amor.

Quando você encontra o amor da sua vida torna-se inevitável querer sentir por outra pessoa o que você sente por si mesmo. É como duplicar um sentimento tão imenso. É como olhar para fora da mesma maneira que se olha para dentro: com generosidade.

Ser feliz é só uma parte disso tudo. Tem dias em que você é mais, tem dias em que é menos. Tem dias que nem lembra o que é esse tal ser feliz e também não tem tempo para pensar no assunto. E tem dias em que você acorda sorrindo, apenas por lembrar que não há tempestade nenhuma ligada a essa calmaria.


Texto publicado originalmente na coluna Preliminares do Yahoo!


Carol Patrocinio é jornalista e divide seu tempo entre escrever para diversas publicações sobre assuntos relacionados ao mundo feminino e ao feminismo, seu canal no Medium e consultorias para negócios que querem falar com as mulheres.

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