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Você banca ($$) a vida que você leva?

Desejos de consumo são o que não faltam, certo? É o novo iPhone, aquela bolsa que você anda sonhando, a matrícula na academia que acabou de abrir do lado da sua casa. Fora o jantar naquele restaurante badalado, a tão sonhada viagem de férias... Quando você viu, queimou o salário antes do fim do mês. Quem nunca?

Uma das preocupações que mais ouço por aí é de gente que tem gastos incompatíveis com a sua renda. Com tantos estímulos de consumo, entre as promoções, propagandas e o próprio estilo de vida dos seus amigos, é super fácil perder o controle de todos os seus gastos. A gente fica então na torcida, para ver se não vamos extrapolar de novo na conta do cartão de crédito. É assim que a gente acaba entrando na armadilha de gastar mais do que pode: você não olha para quanto ganha, e sim apenas para onde precisa – e quer – gastar.

Normalmente, você se dá conta do problema quando percebe que nunca sobra dinheiro no final do mês – isso se você não assume dívidas. Sem essa sobra, a sensação é de estar sempre com a corda no pescoço. Você não consegue economizar nem se preparar para momentos mais difíceis.

Para começar a acompanhar e equilibrar as suas contas, a chave aqui é muito simples: anote tudo o que você gasta. Essa é a única forma de acompanhar suas despesas ao longo do mês e é mais fácil do que acompanhar o extrato do banco na internet. Separei algumas dicas para te ajudar neste processo:

Use uma planilha para acompanhar todos os seus gastos

Cada vez que você comprar algo ou pagar uma conta, coloque ali. Fica mais fácil se você colocar por categorias, ao invés do nome do estabelecimento. Por exemplo, “manicure”, “diversão”, “supermercado” e assim por diante. Nas contas fixas, seja bem clara: vale a pena deixar este tipo de gasto especificado, até para você poder projetar isso daqui para frente. Então deixe sempre categorias como “condomínio”, “IPVA”, “prestação do carro”, etc. Com tudo isto anotado, fica mais fácil você consolidar tudo no final do mês e começar a entender para onde vai o seu dinheiro.

Saiba sempre como andam as suas contas

Sempre que puder, dê uma olhada na sua planilha para ver como estão os seus gastos daquele mês. Idealmente, cheque ela sempre pelo menos uma vez por semana. Aproveite para ver também o seu saldo no banco. Se você sempre souber quanto tem ali, é mais difícil perder o controle e só descobrir no fim do mês.

Crie o hábito de avaliar os seus gastos no fim do mês

Separe tudo por categorias e compare com os meses anteriores. Tem gastos que são sempre iguais, como o aluguel, então você já sabe o quanto vai custar no mês seguinte. Mas os gastos do supermercado não funcionam assim, por exemplo. No entanto, se você consegue ver nos últimos meses quanto foi que gastou, consegue criar uma média de quanto costuma gastar com supermercado. É assim que você consegue criar um orçamento!

Melhore os seus gastos

Quando você já conhecer os seus gastos, pode então ver onde você consegue economizar e poupar. E não é necessariamente no corte dos seus gastos gostosos que você consegue fazer economias significativas. É claro que vale a pena levar uma fruta para o escritório no lugar de comprar algo na lanchonete (e o seu corpo agradece!), mas se você começa a cortar só nos seus prazeres, logo vai perder a disciplina para poupar. Então pode manter a manicure (mas veja se existe alguma opção mais barata perto da sua casa ou escritório). O segredo é ver como você consegue economizar nos seus custos “burocráticos”. Um exemplo: você precisa mesmo de todos aqueles canais da TV a cabo? Você pode começar a fazer uma lista no supermercado e eliminar o desperdício de comida? Você tem alguma vantagem (e condições) de pagar as suas contas à vista, como IPTU ou mesmo a mensalidade da escola dos seus filhos? Veja suas despesas com um olhar crítico e veja como você pode equilibrar suas contas sem tanto sofrimento!

Compare com o seu salário

Não adianta nada fazer isso tudo que estamos falando, se você só olhar para o que gasta, e não para o que recebe. Se as suas despesas estão realmente muito acima da sua renda, não vai ter jeito: você vai ter que priorizar. Deixar alguns gastos para depois, como a troca do carro ou aquela viagem, pode ser uma boa ideia. Talvez trocar a academia pelo parque do seu bairro, ou mesmo sair de casa sem o cartão para evitar cair em certas tentações. Em linhas gerais, você vai ter que ver que despesas que você vai precisar cortar e o que dá para diminuir.

Não parcele!

O jeito mais simples de evitar gastar o que você não pode é não comprar algo se você não tiver todo o dinheiro na hora na sua conta. Se você tiver aquela grana no banco e quiser gastar, aproveite. Mas se não tiver, por que você não poupa por alguns meses para poder comprar aquela blusa nova ou trocar de celular? Se você espera e economiza, os juros trabalham a seu favor, aumentando as suas economias todo mês. Se você parcela, os juros jogam contra, aumentando o valor da sua dívida todo mês. Se você seguir essa dica, vai descobrir que consegue poupar mais rápido do que imagina e vai ficar muito mais criteriosa na hora de gastar o seu suado dinheirinho.

E, é claro, cuidado com os impulsos

Estudos mostram que tendemos a consumir mais quando estamos tristes ou irritados. Não tem nada mais perigoso do que ir passear no shopping depois de um dia ruim e soltar um “eu mereço” como justificativa pra comprar (mais um) sapato...


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Carolina Ruhman Sandler é fundadora e CEO do site Finanças Femininas e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015).

 

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