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Bota a barriga no sol

Verão, pra mim, significa sempre a mesma coisa: mar, areia, sol, piscina, cerveja, amigos e família. Tá certo que amo isso em todas as estações, mas no verão tudo fica mais intenso. E todo ano vejo mais e mais mulheres libertando seus corpos, fazendo do verão um parceiro sem igual.

Mas ao mesmo tempo em que essa libertação acontece para muitas, outras tantas ainda não conhecem essa magia. É por isso que vim escrever hoje. E isso não é sobre ser gorda e bonita, é sobre ser quem somos, sobre ser feliz.

É totalmente possível ser feliz do jeito que somos, com nossas imperfeições e com nosso corpo fora do padrão, e isso é muito importante.

Quando eu era adolescente, pensava no verão como um inimigo, porque não queria de jeito nenhum mostrar meu corpo e menos ainda ir a praia. E eu, que sempre amei o mar, vivia num dilema enorme (quem nunca?). Mas com o passar do tempo, aprendi que o único jeito de perder o medo de ir a praia é indo a praia, e que o único jeito de perder o medo de mostrar o corpo, é mostrando! 

As primeiras vezes são difíceis, constrangedoras e embaraçosas, mas com certeza muito mais pra gente do que para qualquer outra pessoa. 

E depois que nos acostumamos, vamos percebendo que essa insegurança vai desaparecendo e que a expectativa alheia sobre nossos corpos vai perdendo significado.

Não tem problema nenhum quando nos achamos lindas e nos amamos, mesmo quando todo mundo diz o contrário. Eu sempre digo que é possível enxergar beleza em todos os tipos de corpos, que a beleza da diversidade é uma coisa linda de se ver! Cada uma de nós com nossas características únicas, amando nosso corpo, deixando de lado formas impostas.

Esse processo de aceitação do nosso corpo é real e verdadeiro, e quando a gente ama nosso corpo tudo caminha muito melhor na vida. Hoje, quando vou a praia, sou uma das primeiras a ficar só de biquíni, porque quem dita minha felicidade sou eu, e somente eu. Formatos de corpos, auto-estima, o que é certo e errado para cada um e a saúde alheia não deveriam ser motivos para discussão.

Já passamos por muita coisa e que acabamos levando nossa bagagem junto com a gente pra todo lugar.

Vamos nos libertar das cobranças e expectativas (nossas e dos outros) e vamos nos permitir, permitir sermos felizes sendo quem somos? 

Vamos juntas enfrentar e nos livrar dessas amarras que não servem para nada de bom, observando e treinando nosso olhar e julgamento, sendo mais gentil com nós mesmas e com o corpo de outras mulheres também.


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Texto originalmente publicado em Maggníficas


Marina Sena confia em uma vida com mais sentido, cheia de amor, inspiração e felicidade, e, por isso, luta pela liberdade de ser quem somos. Você a encontra no site e falando sobre moda democrática no Maggnificas

Marina Sena

Marina Sena confia em uma vida com mais sentido, cheia de amor, inspiração e felicidade, e, por isso, luta pela liberdade de ser quem somos. Aprecia muita coisa e acredita que não precisamos nos decidir por uma só: é formada em Design de Interiores, tem curso técnico em Meio Ambiente e é servidora pública da área da educação. Compartilha sua jornada por uma maneira nova de viver e de
encarar a vida no marinasena.com.br e escreve sobre moda democrática, empoderamento feminino e autoestima no maggnificas.com.br.

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