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Sobre destruir muros e construir pontes

Se definir em poucas palavras é difícil, por isso gosto de me imaginar como uma “entusiasta de boas ideias”. Isso quer dizer que sempre que eu ver alguma coisa legal rolando, vou querer saber mais pra participar e incentivar, e nessas horas sempre quero contar com mais pessoas pra ver a ideia florescer.

A grande questão é: como fazer isso? Como conseguir organizar as pessoas em torno de um objetivo? Como criar uma ponte entre a gente e um grupo pra garantir que a ideia trilhe um caminho com passos firmes?

Nos espaços que já participei, percebi que fazer sentido é muito importante. Pra dentro e fora do grupo. O propósito da atividade precisa estar claro e alinhado com os interesses dos participantes, caso contrário, toda a ideia cai por terra, não importa o quão bem planejada.

Você já participou de um trabalho em grupo e ele parecia desorientado? Talvez faltasse sentido à ele. Lembre-se: “Se faz sentir, faz sentido” e vice-versa.

Também aprendi que é importante falar a mesma língua que as pessoas do grupo (metaforicamente ou não): não adianta chegar cheia dos academiquês se o seu público vai ser de jovens de ensino médio, né?

Conectar-se é importante e por isso precisamos saber qual o jeito mais eficaz de fazer isso: escrever, dançar, desenhar, brincar? Basta acertar a linguagem e a gente percebe a mudança na dinâmica da galera. Eu já errei nesse quesito e posso dizer que é devastador o efeito: as dinâmicas não fluem e logo estão todos desinteressados. Imagine um grupo de 15 adolescentes desinteressados. Caos total!

Falar a mesma língua também é importante porque assim a gente respeita a vivência das pessoas. Ninguém é tela em branco, vive no vácuo ou “é burra”. Respeitar as experiências das pessoas é uma forma de aprender com elas, o que, se você souber fazer, vale muito mais a pena que qualquer diploma por aí.

Com isso você passa a ser uma boa ouvinte, e o processo de escuta pode contribuir com o conhecimento que você precisava pra deixar sua ideia inicial ainda melhor. As vezes, ser boa ouvinte é ter o cuidado de guardar um momento para que as pessoas possam falar abertamente sobre suas impressões do projeto, por exemplo.

Ser boa ouvinte, também, pode ter a ver com o processo: na minha experiência, trabalhos em grupo envolviam muita colaboração e muita escuta, e não importa que demorassem a sair, mas sim que o processo fosse valioso para todos os presentes.

Acredito que de alguma forma esses pontos falam sobre ser empática com a próxima, sobre fazer uma escolha de se conectar à outra pessoa, ao invés de diminuí-la e não se importar com as necessidades dela.

Nesse sentido, tenho aprendido muito sobre conexões humanas e todas as interações me ensinaram que quanto mais nos esforçamos para construir pontes ao invés de muros, mais seremos recompensadas.


Verônica Mendonça, feminista e paulistana de 24 anos. Bacharela em Relações Internacionais e técnica em Gestão de Políticas Públicas. Entusiasta de boas ideias que, no momento, atua em projetos da área de direitos humanos voltados para a juventude.

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