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#21 Fim da trilha de autonomia afetiva: começo de uma jornada de vida

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Chegamos ao fim de uma trilha de conteúdo de quase 2 meses. 

Durante esse período, um tanto de coisa se moveu em nós. Aqui, na Comum, autonomia afetiva era assunto de urgência. Não só de urgência, mas de base: como poderíamos seguir explorando outros assuntos se não mergulhássemos, antes, na necessidade de construirmos um eixo interno de sustentação? Se não conseguíssemos, de fato, parar de pé?

Fez sentido para cada uma de nós, individualmente, e para a comunidade, como coletivo. Enxergávamos o assunto pipocando de diferentes formas nas nossas vidas e nas vidas de mulheres ao lado, enfrentando monstros internos e as mais variadas circunstancias adversas nas relações afetivas.

E assim foi.

Corremos atrás de mapear mulheres que estavam debruçadas sobre o tema, por diversas perspectivas. Não acadêmicas renomadas, mas mulheres como nós. Isso sempre foi bastante importante pra gente, aqui na Comum: ter, desde o início, um estudo, uma trilha, construída de mulheres possíveis para outras mulheres. 

Depois de uma cocriação com mais de 10 mulheres, chegamos em um ciclo de conteúdos que nos ajudasse a olhar para o tema com mais consciência, carinho. Que despertasse uma curiosidade, uma presença e um foco que a gente, vez em quando, deixa morrer no dia a dia, pela correria da vida, que esmaga o espaço de conversas mais profundas e significativas.

Também, jogamos atenção especial para o tempo: aqui, o ritmo é outro. Tem que ser.

Não é sobre ler um texto e compartilhar nas redes sociais. É sobre calma, reflexão, construção contínua. Cada texto, cada vídeo e cada prática são pensados numa cadência crescente, como tijolo sobre tijolo. Não faz sentido querer terminar a casa em um dia, ou em um mês: é um processo, que depende de quem suja as mãos para fazer o trabalho pesado da transformação. As conversas no fórum vêm como o cimento, a liga: é através do olhar lateral, das vivências das outras mulheres, que a gente enxerga os problemas compartilhados e também as soluções, os caminhos possíveis. Somos espelho uma da outra.

"Saber como se posicionar internamente para que qualidades naturais brotem sem que a gente precise entrar em acordo. Sem eu te dizer assim: você vai me amar por 20, 30, 40, 50 anos? Certamente a pessoa vai te amar pra sempre, mas não da forma como a gente gostaria, no esquema em que a gente gostaria."

Nesse clipe da Flora Matos, Preta da Quebrada, que fala de mulheres empoderando outras nos processos de sustentação e relações, Marcia Baja faz participação especial com falas sobre autonomia afetiva e amor genuíno. Dá o play.

Essa trilha foi um despertar para algumas, um amparo para outras, uma chacoalhada para outras tantas. Para todas, uma recordação de que, independentemente das nossas diferenças, dividimos um monte de questões apenas pelo fato de sermos mulheres. E sim, não estamos sozinhas. Temos o apoio uma das outras, seja virtual ou presencial.

Autonomia afetiva é um tema de vida para nós, e essa trilha foi só o começo da jornada.

Continuamos juntas, explorando o tema no fórum, nas nossas experiências, na imersão que acontece nos dias 25 e 26 de novembro em São Paulo. Porque toda oportunidade é importante pra nós.

E queremos, sempre, saber de vocês como está sendo, como foi. É a partir daí que a gente melhora cada jornada, ganha tração e se desenvolve mais e mais. Então, nos escrevam: no fórum, por email (oi@comum.vc), pelas redes sociais. Vamos conversar sobre o processo.

Seguimos.


Anna Haddad é fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

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