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#13 Fim de uma trilha um bocado diferente

Esse é o último texto de uma trilha diferente (e bem difícil).

A trilha de encerramento de ciclos veio com o intuito da gente conseguir dar uma pausa, respirar, fechar o ano, encerrar algumas questões de 2016 e abrir espaço pra 2017 - com consciência do que foi e leveza pro que vem.

Mas não é simples.

Alguns problemas se arrastam, emendam, tomam a gente. O trabalho, os afazeres, a vida - tudo engole. Não é nada banal parar. Aliás, é uma das coisas mais difíceis de se fazer hoje em dia.

Por isso, essa foi a nossa proposta: uma trilha lenta, com respiro e tempo.

Não queríamos jogar um novo assunto, um grande tema. A necessidade de reflexão, de insights, de transformação. Pelo contrário.

A gente queria conseguir propor uma pausa de qualidade. Decantar, dar tempo ao tempo. Permitir a não mudança, também. Dar espaço pro contentamento, pra simplicidade e pra contemplação.

Por isso essa trilha foi sobre olhar pra trás, fechar a conta, notar os aprendizados, reconhecer as coisas boas, as nem tanto assim, mapear habilidades internas nossas, nossos fortalecimentos, intencionar com soltura os próximos passos. Sem aperto, sem cobrança.

Quisemos também despertar um olhar curioso pra coisas que levamos no dia a dia, muitas vezes sem tanto cuidado, porque são coisas que estão sempre lá, quer a gente queira, quer não: nossa relação com as pessoas a volta, com o dinheiro, com o trabalho e com nós mesmas - corpo e mente.

De novo, a vontade não foi de trazer grandes eurekas e descobertas fenomenais. Ao contrário. Foi a de invocar as reflexões que a gente já vem fazendo há algum tempo por aqui. Coisas que a gente pensa, sabe, mas que vira e mexe deixa sair do radar. Recordar, processar.

Essa trilha veio pra mostrar que nada precisa ser diferente - mas pode.

Trouxemos coisas importantes pro consciente, juntas, não só por meio de textos, mas de práticas formais e informais (todo texto dessa trilha sugeriu também uma prática ao final) - e isso é muito, muito importante.

Muitas vezes, o que temos de melhor pra dar é essa provocação, esse chacoalho no nosso mundo sutil. Isso pode transformar tudo.

Espero que tenham aproveitado tanto quanto eu.

Seguimos mais algum tempo nessa, lá no fórum. Depois de um respiro breve pra que todas possam ler todos os textos e fazer todas as práticas, começamos a próxima trilha - que vai ser bem diferente dessa. :)

Vamos juntas.


Anna Haddad é fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

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