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#6 Mundo interno: sobre o que estamos falando quando falamos em autonomia afetiva?

A gente sabe, num mundo com tantos estímulos externos, às vezes fica difícil olhar pra dentro com atenção, fica difícil tatear o que a gente tem aqui e que precisa ser ajustado, nutrido, reorientado. 

E para que a gente mude a mirada e foque em mundo interno, antes de tudo é preciso entender o contexto em que estamos inseridas. Na primeira fase da trilha fizemos isso: destrinchamos construções sociais, estereótipos de gênero, prisões culturais que nos prendem em padrões de comportamento às vezes durante uma vida inteira. Escarafunchando com carinho e reconhecendo essas correntes que a gente arrasta, podemos, mais conscientes, optar por — sem pressa, no nosso tempo — trabalhar para desconstruí-las. 

Agora que entendemos com mais clareza o que está lá fora, vamos colocar nossa lupa em questões mais individuais, que moram aqui dentro nesse mundo cheio de nuances. Essa nova rodada de conteúdos que começa hoje requer um tempinho mais generoso. Aconselhamos que você leia e assista o que aparecer por aqui e que perceba o que vai brotando aí dentro de você, quais pontos ecoam com mais força. É pra fazer no seu tempo, da forma mais confortável possível porque a gente sabe que olhar pra dentro requer dedicação, acolhimento, carinho e autocuidado. 

Mas, afinal, quando a gente fala de autonomia afetiva e mundo interno, sobre o que estamos falando? 

"A gente pensa em autonomia emocional, e a gente quer estar bem. E aí começa a gerar essa noção de que a gente se isola do outro, que a gente fica independente do outro. Mas a autonomia emocional e afetiva, se a gente começa a cultivar ela, ela nos aproxima do outro. Acontece o contrário." — Stela Santin.

Autonomia afetiva é ganharmos lucidez para entender o que é realmente importante para nós.

Não é autossuficiência. Não tem a ver com ficar sozinha ou com ser independente e desapegada: com viver novos arranjos, poliamor, aventuras sexuais. Com nunca mais se relacionar monogamicamente. Pelo contrário. Tem a ver com se liberar de fachadas, regras impostas socialmente, aparências e formatos, e, a partir daí, se fizer sentido, entrar nas relações de maneira mais genuína, atenta e presente às próprias necessidades, com mais lucidez e disposição de oferecer.

Nossa sugestão de prática: 

Esse vídeo da Stela Santin, educadora que irá nos acompanhar nessa trilha tão importante, é uma primeira tateada nessa investigação. Porque autonomia afetiva não é um contexto engessado, quadrado, como uma receita de bolo que nos entregam e precisamos seguir à risca. Pelo contrário: é uma bússola que nos orienta no caminho. Aqui começa nossa jornada pelo mundo interno.

Sugerimos que tome um tempinho para assisti-lo, assimilá-lo, e que depois, com papel e caneta na mão, faça uma listinha do que você tem feito para nutrir esse mundo interno.

Você tem dedicado tempo para se ouvir? Tem feito coisas que gosta e que permitem estar mais perto do que se passa dentro de você? Lê textos e livros que te aproximam do mundo interno? Assiste a filmes que te levam para esse olhar mais pessoal? Tem conversas benéficas com amigxs? Viaja? Medita? Faz terapia? 

Não há resposta certa, não é uma prova em que você precisa ser aprovada. É mais para que você traga para a consciência caminhos possíveis de contato mais frequente com o que tem acontecido aí dentro de você. E aí, queria te convidar pra compartilhar, caso você se sinta confortável, sua prática lá no fórum. Que acha? Tenho certeza que, ao trocarmos essas listas, vamos nos ajudar e ampliar nossas possibilidades. 


Gabrielle Estevans é jornalista, editora de conteúdo e coordenadora de projetos com propósito. Nessa trilha, é editora-chefe, participante e caseira. 

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