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#7 Eixo interno: um olhar para nossas necessidades reais

Sabe a mãe de três crianças que às vezes perde a paciência no meio de um dia exaustivo? Ela está querendo ser feliz. A companheira ou companheiro que tem um rompante de ciúme? Idem. E, por incrível que pareça, até aquela pessoa que nos magoou está tentando se haver com seu próprio bem-estar.

Pode ser difícil acreditar que lá do outro lado a busca é a mesma para todxs nós, mas a verdade é que, em essência, lá no fundo, queremos experimentar uma felicidade genuína. Queremos estar confortáveis na própria pele, plenxs, alegres, segurxs.

É fácil olhar para uma pessoa que atende nossas demandas e pensar que ela quer sorrir, viver bem, experimentar a alegria sem tristeza — e ajudá-la nisso. Mas o exercício fica mais complicado quando a pessoa — ainda mais se tivermos com ela em um enlace amoroso — age fora dos nossos protocolos. Como fulana pode querer morar em Paris e me deixar aqui? Por que sicrano está se comportando dessa maneira e passando por cima dos meus sentimentos?

Atrelamos nosso bem-estar ao que está fora da gente e ficamos à mercê dos outros. Condicionamos nossa felicidade às circunstâncias extrínsecas e aí nos colocamos numa posição de vulnerabilidade frente a escolhas e posturas que não são nossas. A equação não fecha porque não só pressionamos o outro como podamos a possibilidade de cultivar nossa felicidade independente do que aconteça no mundo externo. 

“Por mais que a gente aparentemente tenha necessidades diferentes no sentido mais grosseiro, o que está por trás de tudo que a gente está fazendo é essa necessidade de ser feliz. Quando a gente clareia e olha com sinceridade, isso ajuda muito na questão da autonomia emocional porque a gente começa a não culpar o outro por ele ter feito uma coisa equivocada e lembra que ele também está tentando ser feliz."  
Stela Santin, educadora. 

Nessa conversa preciosa com Stela Santin, vemos uma perspectiva de ampliar o espaço de liberdade que há entre nosso eixo e as expectativas que temos do mundo lá fora. Se pensarmos, frente a qualquer percalço cotidiano, que ali do nosso lado tem uma pessoa que também quer experienciar a felicidade, poderemos notar que estamos num mesmo lugar comum, que desejamos a mesma coisa, embora, às vezes, busquemos isso de formas distintas.

É um jeito de nos aproximar e de nos libertar. Aproxima porque vemos na outra ou no outro uma humanidade compartilhada e nos liberta porque os desonera da obrigação de nos fazer felizes. Com esse olhar mais amigo, conseguimos nutrir um eixo interno que tem o bem-estar como base sólida.

Às vezes lemos textos assim e pensamos que, na teoria, tudo é lindo. Mas e no dia a dia, como fica? No vídeo, Stela traz uma prática simples, que pode ser feita em vários momentos e que nos ajuda a criar essas dimensões de respiro entre o que pensamos e como agimos. Nessa elasticidade, nossos pensamentos e, consequentemente, nossas ações deixam de ser tão automatizadas e ganham presença, lucidez, consciência. É mais fácil estar no eixo quando há espaço o suficiente para nos movimentarmos com liberdade. Vamos experimentar?

Depois, que tal trocar vividos lá no fórum? Queremos saber como está sendo trilhar essa temática. O que tem pegado por aí, o que tem ampliado horizontes, quais pontos têm sido focos de atenção e reflexão? Seguimos juntas.


Gabrielle Estevans é jornalista, editora de conteúdo e coordenadora de projetos com propósito. Nessa trilha, é editora-chefe, participante e caseira. 

 

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