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Autonomia Afetiva: porque precisamos nos encontrar para falar sobre isso

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A gente acha que a felicidade está em encontrar um par.

Fomos criadas para isso: felizes são as princesas com os príncipes (quem é que já viu princesa sozinha?). Mais que isso, medimos o nosso valor (e de outras mulheres) pelo "sucesso" das relações amorosas.

Essa ideia acaba nos metendo em roubadas. Relações nocivas, conturbadas. Sofrimento. Dificuldades em sustentar uma relação saudável, sem tanta confusão e brigas. Medo de ficar sozinha. Desespero ao chegar em uma certa idade e se ver sem parceiro/a. E por aí a lista segue.

Mas antes disso tudo, existe algo para ser visto, examinado com atenção e carinho: nossa autonomia emocional.

Precisamos dar conta de quebrar com uma narrativa histórica que coloca as mulheres em um lugar afetivo de dependência. Precisamos entender como chegamos aqui e quais ferramentas temos para nos emanciparmos emocionalmente.

Essa emancipação não tem a ver com auto-suficiência. Tem a ver com autonomia. Entender o contexto social, as opressões, o que você decantou delas. Suas emoções, suas necessidades, o que se passa dentro quando o assunto é relacionamento, afeto, amor. O que você deve trucar e o que você deve acolher para seguir em frente da melhor maneira possível: cuidando de um eixo interno, estabilidade, abertura e centramento. E, a partir daí, se fizer sentido, cultivar relações mais lúcidas ou encontrar felicidade em seguir sozinha o tempo que for.

Autonomia afetiva e relações: imersão em São Paulo

Passamos os últimos dois meses explorando esse assunto no parte fechada da Comum, em uma trilha de conteúdo dedicada ao tema. Lá olhamos para questões como o amor romântico, ideias de feminilidade, a monogamia e novos arranjos, mundo interno, cultivo de autonomia, relações abusivas, relações lúcidas, e daí em diante - tudo através de textos, vídeos e práticas.

Nessa imersão de dois dias - 25 e 26 de novembro - vamos, entre mulheres, investigar coletivamente todas essas questões e desenvolver ferramentas de transformação e autonomia. Vamos sair da tela, da teoria, do saber, do gogó, e vamos para uma outra dimensão do conhecimento: o corpo, a prática, a vivência. Perpassamos o cognitivo consciente e inconsciente.

Além do time de facilitação da Comum, que cuida com carinho dos detalhes do encontro e têm uma grande experiência em dinâmicas de processo, convidamos, para guiar essa imersão, a Márcia Baja, uma mulher muito especial.

A Márcia é aluna do Lama Padma Samten, lama budista, desde 1996. Em 2013 completou um retiro fechado de 3 anos e 3 meses. Atua como instrutora de ioga e também como tutora do CEBB e hoje oferece cursos em várias cidades do Brasil, onde ajuda a coordenar retiros fechados. Estuda com profundidade o mundo interno, as emoções, autonomia afetiva e relações mais lúcidas.

A abordagem dela sobre o tema é uma abordagem muito preciosa, difícil de encontrar por aí: ela olha para o aspecto de transformação que temos dentro de nós, enquanto mulheres.

Autocompaixão, nossos recursos internos, estabilidade, autonomia e emancipação emocional. Uma visão bonita e ampla de como podemos nos tornar pessoas melhores e sustentar relações mais lúcidas, sem tanto medo, apego e controle. 

A presença da Márcia, que não é de São Paulo e tem uma agenda super cheia com as atividades relacionadas ao CEBB, também é, por si só, um presente enorme para nós. Principalmente num contexto onde existem pouquíssimas mulheres que abordam o tema com essa visão, ampla e potente.

Se quiser saber um pouco da linha dessa nossa imersão, dá o play no vídeo abaixo, que o pessoal do olugar gravou com a Márcia: 

A imersão é uma oportunidade importante de cultivarmos meios hábeis de transformação real. 

Não espera. Se inscreve. E chama uma amiga que você acha que pode se beneficiar de entrar em contato com essa rede, esse tema, essa visão. Temos desconto especial limitado para as meninas que se inscreverem em dupla.

Vai valer cada segundo.

Um beijo e até lá.



Anna Haddad é co-fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

Nota da editora: a imagem central é uma colagem do artista Trash Riot.

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