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#22 Um percurso que mexeu com os nossos estômagos


Foram 2 meses explorando um assunto bem profundo e importante para nós: comida. 60 dias exatos.

As trilhas da Comum geralmente duram 1 mês, tira ou põe alguns dias. Mas para essa, 2 meses passaram a jato. E, daqui, parecem ser só o começo de uma jornada que vai durar, muito provavelmente, a nossa vida toda.

Passeamos, ao longo desse período, por vários recortes e possibilidades que a comida trás. O resgate de saberes com os quais nunca entramos em contato, ou que ficaram esquecidos lá atrás, com mulheres que vieram bem antes da gente. Lembranças da nossa infância e dinâmicas familiares que se transformam em nuvens as quais, no dia a dia, mal conseguimos tocar. Olhamos para a importância do começo de tudo, da introdução de alimentos e da maternidade nesse processo. Trouxemos à tona questões que nos tocam todas, enquanto mulheres em uma sociedade patriarcal: corpo, padrões estéticos, e dificuldade em acolher o próprio corpo são problemas culturais transversais — todas nós sentimos na pele, independentemente das nossas diferenças.

Tocamos conhecimentos de saúde integrativa, relacionados à bioquímica do corpo, bioindividualidade, camadas da fome, nosso ciclo hormonal. Acessamos também questões sistêmicas e econômicas, ligadas às cadeias que fomentamos ou deixamos de fomentar já que, enquanto comemos, agimos também como consumidoras e cidadãs. Vislumbramos que comer é privilégio e portanto, um ato político.

Mas, foi quando topamos encarar de frente, com abertura, honestidade e carinho, as nossas emoções, as nossas sombras e dificuldades, que fizemos o mais revolucionário de tudo.

Não é pouca coisa fazer o que fizemos durante essa trilha. Sozinhas, cada uma na sua casa, no seu tempo, no seu computador. No fórum e no hangout, compartilhando o andar da carruagem e os dilemas com as outras mulheres. E pessoalmente, na imersão, durante dois dias de olho no olho, disponibilidade, vulnerabilidade, compaixão. 

Abrir os olhos para essas questões profundas significa que um primeiro passo, largo e firme, foi dado sem chance de volta. Estamos, patentemente, entregues ao processo de transformação para uma vida toda.

E — digo por mim — depois dessa jornada, comer nunca mais vai ser só comer (nunca foi, na verdade, mas agora, com uma pitada consciência do processo todo).

Seguimos nessa caminhada, juntas.

O conteúdo da trilha segue armazenado aqui, para quem ainda não fez ou quer refazer, retomar. O tópico da trilha no fórum também segue aberto para continuarmos nossa exploração através de conversas significativas. Para quem quer saber como foi a imersão, as fotos estão aqui, no facebook da Comum.

Um obrigada enorme a todas as mulheres que fizeram essa viagem possível: o time, Gabrielle Estevans, Verônica Mendonça, Muriel Duarte e Luiza Oliveira, as especialistas, Fabiolla Duarte, Melissa Setubal, Natália Utikava e Paola Casalecchi, e a todas as participantes da imersão, que fizeram com que os dois dias em São Paulo fossem inesquecíveis, e a todas vocês, da Comum. Isso aqui só existe porque fazemos juntas.

Até a próxima trilha (em breve). Enquanto isso, aproveitem para trilhar os conteúdos que não trilharam, testarem as práticas que ficaram pra trás, assistirem aos vídeos e darem uma chance para as conversas do fórum.

Seguimos, de peito aberto.


Anna Haddad é fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

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