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#5 [vídeo] Aviso: em algum momento, você, invariavelmente, irá morrer

No Brasil, aproximadamente 1 milhão de pessoas morre por ano. Dessas mortes, 800 mil são anunciadas — fruto de doenças diagnosticadas com antecedência, por exemplo. Mesmo assim, passamos a vida fingindo que não é com a gente. Quando a morte bate a nossa porta, ficamos com aquele sentimento de injustiça: “por que, afinal, comigo?”. Acontece que ela virá para todos nós, invariavelmente. Se afrouxarmos um pouco as tensões sobre o assunto, perceberemos a ironia do nosso despreparo frente a algo que já sabemos que irá acontecer desde que nascemos. Ignorar o assunto não nos tornará imortais.

Conversamos com Ana Cláudia Arantes, médica geriatra especializada em Cuidados Paliativos e autora do excelente livro A morte é um dia que vale a pena viver. No papo, Ana Cláudia falou sobre os malefícios de colocar o assunto da morte para baixo do tapete e em como podemos abordar a temática no dia a dia — nosso e daquelxs que nos cercam — de forma benéfica. Para assistir na íntegra, é só clicar no vídeo aqui embaixo. 
 

Se, vez que outra, trouxermos para o cotidiano a lembrança da nossa própria finitude, dois benefícios quase instantâneos vão brotar: cientes de que nosso tempo aqui não é ilimitado, começaremos a olhar para os dias e a valorizá-los com mais carinho e presença. Estaremos mais atentas porque cada dia vale. O segundo benefício é sobre a perda: quando sabemos que a morte é o destino final de todo mundo e que contra ela não há vencedores, começamos a olhar para os términos ao nosso redor de forma mais leve, menos sisuda. Quase como um olhar curioso que nos diz: "Perto da morte, o que é esse término? O que é essa demissão? Qual o peso desse encerramento de ciclo?". Não é sobre passarmos incólumes, frias e imparciais frentes às situações, até porque isso soa um tanto quanto distante, mas é sobre atravessarmos esses eventos com mais tranquilidade, menos abalos em nosso mundo interno. 

Tomar contato com o assunto ainda parece um tanto quanto pesado por aí? A dica preciosa de Ana Cláudia é usar a arte como uma ponte que nos conecta sutilmente a ideia da nossa finitude. Falamos dessa abordagem artística neste texto aqui e também queremos fazer um convite para você. No dia 4 de setembro, teremos um encontro presencial no Cineclube da morte, sessão de cinema que acontece uma terça por mês no Belas Artes, em São Paulo, com um filme curado pela Dra. Ana Cláudia e seguido de um papo sobre morte com ela. Inscreva-se aqui pra fazer parte da experiência com a gente. Seguimos. 


Gabrielle Estevans é jornalista, editora de conteúdo e coordenadora de projetos com propósito. Nessa trilha, é editora-chefe, participante e caseira. 


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