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#21 Como podemos seguir praticando autocompaixão nas nossas vidas?

A nossa trilha de autocompaixão acaba essa semana.

Ficamos, durante 1 mês, explorando o tema e praticando uma visão mais compassiva e gentil com a gente. Lemos, trocamos, nos abrimos no fórum, nos encontramos pessoalmente na imersão.

Mas isso tudo foi só o começo.

A trilha nos sensibilizou pro tema. Mexeu com a gente, chacoalhou estruturas. E as coisas nunca mais vão ser como antes. Falo por mim, e por muitas de vocês - tenho certeza.

Mas como podemos seguir?

Esse texto é pra gente pensar em coisas que podem nos ajudar a continuar nesse percurso de gentileza, acolhimento, menos dureza e julgamento. Desde coisas sutis até práticas objetivas que vão nos munir de ferramentas pra praticar esse olhar autocompassivo sempre que possível.

Ao pensar nos pontos desse texto, trouxe muito da minha experiência pessoal, mas tentei trazer também um apanhado da visã0 de vocês, das nossas conversas no fórum, e também algumas dicas da Carol Bartolino.

Vamos lá:

1. Um olhar carinhoso nas pequenas coisas

Ter autocompaixão é se acolher num momento de sofrimento, de dificuldade intensa. Mas é também um olhar carinhoso e cuidadoso pras pequenas coisas do dia a dia. Como você se olha no espelho, de um jeito menos crítico e mais apreciativo, o modo como escolhe não se irritar com seu próprio cabelo bagunçado de manhã, ou julgar suas olheiras. Decidir não se reprimir depois de dizer algo pra alguém que considerou inapropriado, se permitir errar.

O tempo todo, vozes nas nossas mentes nos julgam, repreendem, nos dizem que podíamos ter feito melhor. Se pudermos treinar não reforçar essa voz, e ao invés disso, mudarmos o olhar autocrítico pra um mais gentil - mesmo nas coisas pequenininhas da rotina, já é um passo enorme.

2. Falar sobre os momentos de dureza com outras mulheres

Ligar o vigia que nos mostra o quanto estamos sendo duras conosco já é muito. E foi o que fizemos esse mês durante a trilha. Apuramos a percepção do quanto somos carrascas de nós mesmas. A partir dessa consciência é que a gente pode se transformar, colocar a energia em outra direção. 

Expor, abrir nossas questões mais delicadas com relação a isso pra outras mulheres, em círculos de confiança, também é uma ferramenta linda. Nos ajuda a elaborar, entender o que está se passando com a gente, e nos mostra o quanto não estamos sozinha: é a humanidade comum.

Então, sempre que o bicho pegar, olhe pros lados e conte com mulheres que estão ali pra você. Que possam te acolher quando você não pode.

Estamos aqui, umas pelas outras, na Comum. O tópico no fórum segue vivo, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Também, quem quiser pode sempre chamar um encontro presencial ou um hangout, pra gente praticar juntas e partilhar experiências.

3. Sentar em silêncio (meditar) é uma ferramenta poderosa

A nossa mente está condicionada à autocrítica e ao julgamento. Mas podemos treiná-la pra ser diferente.

A Carol Bertolino falou sobre isso nesse texto aqui da trilha.

Então, uma dica é buscar uma frequência nas práticas de meditação. Ainda que seja 5 minutos por dia. Ou 10. O quanto você puder e conseguir.

Além das práticas guiadas pela Carol, que exploramos durante o mês, sugerimos essas aqui, guiadas pela Jeanne Pilli, mais amplas, ligadas a relaxamento e estabilidade:

4. Paciência é a chave

Ter paciência conosco nesse processo é bem importante. 

Parece besteira falar, mas é bem comum que a busca por mais autocomapaixão vire mais uma meta, um peso, uma luta. E é óbvio que não deve ser.

Então, aceitar inclusive quando estamos sendo duras e rígidas é importante. Soltar, não segurar esses momentos como se eles fossem um exemplo de que nosso processo está dando errado. Não tem errado. Tem a jornada, o caminho, a prática. É uma estrada de vida toda.

Assim, quando a dureza vier: respirar, soltar, relaxar. Está tudo bem.

No meu processo, tenho notado que paciência e frequência nas práticas têm sido as coisas mais importantes. Devagar, vou percebendo mudanças sutis. Meu carinho por mim está aumentando pouco a pouco. E, com ele, a minha amorosidade pelos outros. E isso é lindo de ver, ainda que a passos pequeninos.

O nível de compaixão que a gente tem com a gente é o que a gente tem com os outros.

O mais bonito disso tudo, é que quando praticamos autocomapaixão não estamos só fazendo algo por nós. Muito pelo contrário.

É cuidar da gente pra poder cuidar do entorno.

Seguimos juntas.


Anna Haddad é fundadora da Comum. Escreve pra vários veículos sobre educação, colaboração, novos negócios e gênero, e dá consultorias ligadas à comunidades digitais e conteúdo direcionado pra mulheres.

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